Mostrando postagens com marcador restauração. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador restauração. Mostrar todas as postagens

domingo, 27 de maio de 2007

Fachada Limpa (2)

Síndico pode ser responsabilizado se má conservação causar acidente.
Prefeitura não fiscaliza se legislação é obedecida

A lei municipal 10.518/88 é uma lei de fachada, no duplo sentido: a exigência de que fachadas sejam limpas e pintadas a cada cinco anos dificilmente é cobrada pela prefeitura.
"A lei tem caráter meramente estético e nunca a vi ser aplicada", afirma o advogado especialista em condomínios Daphnis Citti de Lauro, 59.

Mas a falta de manutenção preventiva pode trazer problemas legais para o síndico.
Cleyton Claro, supervisor da secretaria das subprefeituras, lembra que ele pode ser responsabilizado em caso de acidentes provocados por fachadas mal conservadas, com base na lei 11.228/92, sobre obras em geral e de manutenção.
Ainda assim, manutenção preventiva ainda é pouco usual.
"A maioria das reformas é feita para sanar problemas graves", afirma Raquel Tomasini, 32, do departamento de manutenção da administradora Lello.
Segundo Tomasini, um erro grave dos condomínios é não encomendar um laudo técnico. O diagnóstico de males ocultos custa cerca de R$ 10 mil e prescreve o tratamento específico da fachada ou da estrutura.
"Isso ajuda o síndico a comparar orçamentos e evita gastos improdutivos", completa.


Rateio extra
A conservação e a recuperação da fachada são obras necessárias, e o síndico deve convocar assembléia para decidir o valor do rateio extra para compor o fundo de obras.
"O Código Civil não estipula um quórum, então a aprovação deve ser pela maioria dos presentes"
, ensina o advogado especializado em condomínios Cristiano de Souza Oliveira, 34.
"Mesmo com toda essa argumentação, sempre há aqueles condôminos contrários a qualquer rateio extra", desabafa Regina Arnoldi, 49, síndica do edifício Adele, localizado no Real Parque (zona oeste).
A fachada do prédio era pintada a cada dois anos, porque logo apareciam manchas e o revestimento descascava.
O intervalo entre as pinturas subiu para cinco anos depois de a fachada passar por uma recuperação, que custou cerca de R$ 300 mil e corrigiu defeitos como a falta de juntas e a oxidação da armadura, que acelerava a degradação da tinta.

Fachada Limpa

A fachada do edifício Adele, no Real Parque (zona oeste), passou por uma recuperação de R$ 300 mil para corrigir a falta de juntas e a oxidação da armadura.
Os prédios paulistanos sentem na pele os efeitos das variações bruscas de tempo típicas do inverno na cidade.
Trincas, fissuras, manchas e desplacamentos nas fachadas são sintomas de problemas que podem ter origem em qualquer parte do organismo do edifício -desde o esqueleto de concreto até a sua "epiderme"."
Em junho e julho, a movimentação dos materiais aumenta com oscilações de temperatura durante o dia, e os problemas aparecem na fachada", diz o engenheiro Ragueb Banduk, 59, sócio da Pacelli, Ragueb e Associados, consultoria em patologias de fachadas.
A receita para mantê-las em forma, não importa qual o acabamento final -cerâmica, argamassa, tijolo ou concreto aparente-, é fazer limpeza periódica com hidrojateamento.No processo, não se deve usar produto químico, sobretudo o que tenha ácido, que degrada o revestimento e camadas internas.
A pressão da lavadora não pode exceder 1000 psi (libra por polegada quadrada)."É bom contratar uma empresa especializada para não ter vidros quebrados, caixilhos danificados ou desgaste do acabamento", sugere a engenheira Viviane Namura, 44, proprietária da Granilita, fabricante de tintas e revestimentos.
Além da lavagem, devem-se aplicar biocidas, para eliminar fungos, e impermeabilizantes.
Impermeabilização malfeita ou vencida pode causar infiltrações nos apartamentos", alerta Namura, que recomenda manutenção preventiva completa da fachada pelo menos a cada cinco anos.
Ela custa, em média, cerca de R$ 50 mil, com impermeabilização e pintura.
Sintomas
O sintoma mais comum das "doenças" das fachadas é o desplacamento, que, como os demais, é mais intenso nos andares superiores de prédios, mais expostos a sol, vento e chuva."
Em 90% dos casos, o desplacamento de revestimento é causado por oxidação de armadura [ferro de vigas e pilares]", estima Rafael Nasser, 48, diretor da Refix Engenharia, que recupera e restaura fachadas.
Um defeito "genético" é a falta de juntas de movimentação na estrutura e no acabamento."
Elas devem existir em acabamentos com pintura ou argamassa e podem ser acrescentadas numa obra de recuperação", explica Nasser. Recuperar a fachada, porém, custa até seis vezes mais do que fazer manutenção preventiva.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Restauração das Fachadas : Edifício Vicenza (16)

Nosso vizinho, Edifício Vicenza, como todos já tiveram oportunidade de ver, também está passando por reformas em suas fachadas. E as obras seguem céleres.

Para proceder a essas reformas os moradores contribuiram com valores mensais durante vários meses até constituir um montante suficiente para contratar uma empresa especializada. Aparentemente (para quem olha de fora) os resultados têm sido satisfatórios. Vejam as fotos :

Três pessoas "atacando" uma mesma sacada. Eficácia !


A massa é aplicada visando a restauração dos detalhes arquitetônicos.

E há que ser "escultor" para se chegar a um bom resultado :

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Restauração das Fachadas : Travertino Limpo (17)

As fotos abaixo mostram áreas localizadas nas fachadas frontais cujas superfícies estão bastante sujas pela poluição mas, diferentemente do que ocorre com as sacadas e o topo, ainda não ocorreu a infiltração que enegrece o travertino. É uma sujeira superficial.


Hidro-jateamento
Confira em Close :


Conclusão : A beleza do travertino pode ser revertida quando a fuligem negra não penetrou sua estrutura. Portanto, se fizermos manutenções adequadas, poderemos estender a vida útil do revestimento do edifício. Confira as fotos abaixo :